"um dia digo-te o quanto gostei de ti e o quanto isso não me serviu de nada"
domingo, janeiro 10, 2010
terça-feira, dezembro 08, 2009
sexta-feira, novembro 06, 2009
domingo, outubro 25, 2009
quinta-feira, setembro 17, 2009
quarta-feira, setembro 16, 2009
domingo, agosto 30, 2009
jogos de azar
Há jogos matemáticos e há os jogos de azar (ou má sorte).Nos primeiros, qual sociedade socialista, os jogadores partem todos em circunstâncias iguais, e só sua habilidade para jogar os faz ter melhores ou piores resultados.
Nos jogos de azar, cada um joga com as cartas que lhe saem, melhores ou piores.
Uns tem tão mau jogo que necessitam de "jogarem" muito para se superarem. Outros tem tão boas cartas que até podem jogar mal e darem-se bem.
No mais que mais....
... quaisquer que seja o jogo, quaisquer que sejam as cartas, há que saber jogar. E parte da piada está no jogo (não no resultado)
domingo, agosto 16, 2009
sábado, agosto 15, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
as coisas no seu sítio
quarta-feira, agosto 12, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
dessincronizações
José Cardoso Pires
E os tradicionais quinze "minutinhos" de tolerância à portuguesa? Servirão de algo?
Por estas e por outras é que preciso de um relógio, calendário, agenda... enfim de uma secretária para assuntos sentimentais.
sexta-feira, junho 19, 2009
nós e eu
sexta-feira, junho 12, 2009
segunda-feira, junho 08, 2009
insinuação
na realidade desejamos todos ser enganados e nunca o virmos a descobrir
domingo, maio 24, 2009
esta noite
para guardar numa saca de veludo,
para guardar numa caixa de cedro.
Dá-me mais um beijo teu
para levar no me regaço,
abraçado no meu peito,
lá onde bate mais forte a saudade.
Vem aqui junto de mim,
vem-me falar,
sussurrar junto ao ouvido:
"Esta noite..."
sexta-feira, maio 22, 2009
inocencia ou teimosia
Por inocência de não saberes que não,
ou teimosia de ainda assim?
domingo, maio 17, 2009
sexta-feira, maio 01, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
stronger

O que não me mata,
faz-me mais forte
N-now th-th-that that don't kill me
Can only make me stronger
I need you to hurry up now
Cause I can't wait much longer
I know I got to be right now
Cause I can't get much wronger
Man I been waitin' all night now
That's how long I've been on ya
I need ya right now
I need ya right now
terça-feira, abril 07, 2009
2
Dois é mais que um e menos que três.
Dois é um só, mas só se for par.
Dois é o tempo... o que passa
sexta-feira, março 13, 2009
lição de arquitectura
O resto é a literatura portugueza."
FERNANDO PESSOA Sencionista (1888-1935)
Estava a arrumar livros e tralhas antigas e deparei-me com esta bela lição de Arquitectura. E digo Arquitectura porquê? Porque se trata de um texto pessoana, que foi a minha ultima lição (note-se lição e não aula) do primeiro ano do curso de Arquitectura. Uma bela lição. O Pessoa sabia do que falava. E o Arquitecto (a este gostaria de lhe chamar Mestre) Carlos Moura também sabia o que fazia quando nos deu este texto em jeito de despedida. E o resto é literatura portugueza.
segunda-feira, março 09, 2009
miopa
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
5entidos: audição
Haver, há.
Mas são banais,
redundantes,
excessivas,
desnecessárias,
superfulas...
Enfim...
Haver há,
mas
se desaparecessem ninguém notaria,
desde que permanecerem as tuas.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
5entidos: olhar
Se um dia o sol se extinguir, a luz do teu sorriso iluminará os dias... pelo menos os meus.
domingo, fevereiro 08, 2009
cinco sentidos obrigatórios
ver o teu sorriso
ouvir as tuas palavras
cheirar o teu perfume
lamber as tuas lágrimas
tactear a tua alma
a idade
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
vidro
mas tu... tu é que foste transparente... e mostras-te muito mais de ti.
No fim, toda a gente se cortou nos estilhaços que ficaram.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
segunda-feira, janeiro 12, 2009
veneno cura

Há um momento em que todos nos cruzamos.
Na noite escura.
Quando perdes tudo o que há para
Perder, o que é que te faz continuar?
O teu pior?
O teu melhor?
O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?
O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?
Amas com as tripas de fora.
O que és capaz de fazer por amor?
Como é que sobrevives com o coração partido?
Quanto tempo dura um sentimento?
Tem prazo?
Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.
O amor salva.
O amor mata.
O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.
Há um clube onde tudo é permitido.
Imperatriz.
Vem.
veneno_cura
sexta-feira, dezembro 12, 2008
uma sociedade perfeita
sexta-feira, novembro 21, 2008
quarta-feira, novembro 19, 2008
palavras
Primeiro porque são falsas. E depois porque não me acredito nelas.
Façamos uma espécie de pacto: Dizes o que queres, e eu acredito no que quero. Do que decorre no entremeio, ou seja, nas palavras que trocamos, a coerência pouco interessa.
Por isso, o que valem as palavras que proferes?
terça-feira, novembro 11, 2008
receita para matar um homem
Receita para matar um homem
Tomam-se umas dezenas de quilos de carne, ossos e sangue, segundo os padrões adequados. Dispõem-se harmoniosamente em cabeça, tronco e membros, recheiam-se de vísceras e de uma rede de veias e nervos, tendo o cuidado de evitar erros de fabrico que dêem pretexto ao aparecimento de fenómenos teratológicos. A cor da pele não tem importância nenhuma.
Ao produto deste trabalho melindroso dá-se o nome de homem. Serve-se quente ou frio, conforme a latitude, a estação do ano, a idade e o temperamento. Quando se pretende lançar protótipos no mercado, infundem-se-lhes algumas qualidades que os vão distinguir do comum: coragem, inteligência, sensibilidade, carácter, amor da justiça, bondade activa, respeito pelo próximo e pelo distante. Os produtos de segunda escolha terão, em maior ou menos grau, um ou outro destes atributos positivos, a par dos opostos, em geral predominantes. Manda a modéstia não considerar viáveis os produtos integralmente positivos ou negativos. De qualquer modo, sabe-se que também nestes casos a cor da pele não tem importância nenhuma.
O homem, entretanto classificado por um rótulo pessoal que o distinguirá dos seus parceiros, saídos como ele da linha de montagem, é posto a viver num edifício a que se dá, por sua vez, o nome de Sociedade. Ocupará um dos andares desse edifício, mas raramente lhe será consentido subir a escada. Descer é permitido e por vezes facilitado. Nos andares do edifício há muitas moradas, designadas umas vezes por camadas sociais, outras vezes por profissões. A circulação faz-se por canais chamados hábito, costume e preconceito. É perigoso andar contra a corrente dos canais, embora certos homens o façam durante toda a sua vida. Esses homens, em cuja massa carnal estão fundidas as qualidades que roçam a perfeição, ou que por essas qualidades optaram deliberadamente, não se distinguem pela cor da pele. Há-os brancos e negros, amarelos e pardos. São poucos os acobreados por se tratar de uma série quase extinta.
O destino final do homem é, como se sabe desde o princípio do mundo, a morte. A morte, no seu momento preciso, é igual para todos. Não o que a precede imediatamente. Pode-se morrer com simplicidade, como quem adormece; pode-se morrer entre as tenazes de uma dessas doenças de que eufemisticamente se diz que “não perdoam”; pode-se morrer sob a tortura, num campo de concentração; pode-se morrer volatilizado no interior de um sol atómico; pode-se morrer ao volante de um Jaguar ou atropelado por ele; pode-se morrer de fome ou de indigestão; pode-se morrer também de um tiro de espingarda, ao fim da tarde, quando ainda hà luz de dia e não se acredita que a morte esteja perto. Mas a cor da pele não tem importância nenhuma.
Martin Luther King era um homem como qualquer de nós. Tinha as virtudes que sabemos, certamente alguns defeitos que não lhe diminuíam as virtudes. Tinha um trabalho a fazer – e fazia-o. Lutava contra as correntes do costume, do hábito e do preconceito, mergulhado nelas até ao pescoço. Até que veio o tiro de espingarda lembrar aos distraídos que nós somos que a cor da pele tem muita importância.
José Saramago
Quem quiser lê-la, e a outras, podem ir directamente à fonte aqui.
lotação esgotada
Desculpe mas não há lugar. Estamos cheios. Não há cá ninguém, mas quem sabe se apertarmos um bocadinho... talvez dê, ou talvez não.
Volte amanhã. Pode ser que estejamos mais vagos.
domingo, novembro 02, 2008
quarta-feira, outubro 29, 2008
corpo

gosto do meu corpo quando está com o teu
corpo. É uma coisa tão integralmente nova.
Melhores músculos e mais nervos.
gosto do teu corpo. gosto do que ele faz,
gosto dos seus modos. gosto de sentir-te a coluna
e os ossos, e o tremor
-sólido-macio que beijarei
uma e outra vez,
gosto de beijar-te aqui e ali,
gosto de acariciar lentamente, a pelugem
da tua pele eléctrica, e aquilo que acontece
ao romper da carne… E os olhos grandes migalhas de amor,
e talvez goste do frémito
por baixo de mim de ti tão completamente nova
like my body when it is with your
body. It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric furr, and what-is-it comes
over parting flesh....And eyes big love-crumbs,
and possibly i like the thrill
of under me you so quite new
e. e. cummings, «Complete Poems, 1904-1962», Sonnets-Realities, VII, de & [AND], 1925
quinta-feira, outubro 23, 2008
noites brancas
Tolstoi, in "Anna Karenina"
A felicidade é universal,... mas as tragédias são privadas.
domingo, setembro 28, 2008
fim
rompam aos saltos e aos pinotes,
façam estalar no ar chicotes,
chamem palhaços e acrobatas!
que o meu caixão vá sobre um burro
ajaezado à andaluza...
a um morto nada se recusa,
eu quero por força ir de burro.
“Mário de Sá-Carneiro„
domingo, setembro 14, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
quarta-feira, setembro 10, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
abrir parênteses
* retomamos a emissão dentro de momentos**
** sim. quem diz emissão quer dizer vida ***
*** a minha pois claro.
fechar parênteses...
quarta-feira, setembro 03, 2008
de volta ao...
e de volta à pergunta original... meio cheio ou meio vazio?
e uma resposta que foge às duas opções:
O copo tem é o dobro do tamanho necessário...
sábado, agosto 30, 2008
verdades
Todas as mentiras são verdades... é só dizeres.
quarta-feira, agosto 27, 2008
vocações
terça-feira, agosto 26, 2008
domingo, agosto 17, 2008
sábado, agosto 16, 2008
sexta-feira, agosto 15, 2008
má-mórias
Vladimir Nobokov
e eu diria mais...
quanto mais...
... mais ela se torna tirana.
... mais ela se afasta da realidade.
... mais ela nos desvanece e goza de nós.
quinta-feira, agosto 14, 2008
relógio
quarta-feira, agosto 13, 2008
terça-feira, agosto 12, 2008
copo...
segunda-feira, agosto 11, 2008
domingo, agosto 10, 2008
definições do amor (vii)
sábado, agosto 09, 2008
sexta-feira, agosto 08, 2008
definições do amor (v)
quinta-feira, agosto 07, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
segunda-feira, agosto 04, 2008
"love is..." ou definições do amor (i)
pois é Pedro, mas antes de nascer nada pode ser definido.
Sete dias, sete definições. Para começar a letra que tu mesmo lançaste, e no entanto mesmo assim acho que vamos ficar como no final da letra desta música: sem definição.
definição do amor.
"O que é o amor?
Definição de amor, porque eu não entendo…
Eu não percebo…
Yeah!
Escuta!
Não consigo perceber, chama-se amor
Dizem, bom sentimento, mas vejo provocar dor
Comparam com felicidade, outros com uma alhada
Nunca ouvi falar de amor sem um lágrima derramada
E Desejam / planejam, ser Romeu e Julieta
No entanto nesta história, esquecem uma faceta
Tragédia no final, o amor tem um problema
Não são apenas palavras bonitas de um poema
É um sentimento complexo, difícil de perceber
Causador de sofrimento ou boa razão para viver
Eu não entendo, haverá definição?
Se existe quero saber para completar a canção
Quis tentar perceber, pesquisei o que é amor
Num poema percebi, é sinónimo de dor
Noutro percebi, é gostar muito de alguém
E ao pesquisar percebi a ambiguidade que tem
Segundo Platão, perigosa doença mental
Tantos os significados, o que o amor afinal?
Causador de insónias, causador de tristeza
Cura de todos males, mas também pior doença
Segundo Ghandi a força mais subtil do mundo
Capaz de deixar qualquer um vagabundo
E com tantas definições, tanta confusão
Vou tentar percebe-las para concluir a canção!
É sentimento característico de humanos
Palavra mitológica antiga de RomanosA
mor é como a guerra, fácil de começar,
Mas também.. acredita, difícil de terminar
Dizem que é eterno, haverá como provar?
Este não se entende, não há como explicar...
Sentimento inexplicável, mas existente.
Difícil de perceber, haverá quem entende?
Não há definição "
Dama Bete
sexta-feira, agosto 01, 2008
falha involuntária
Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um acto de vontade.”
M. Duras
quarta-feira, julho 30, 2008
carta de desamor
E eu já não te amo a ti.
Eu já não amo a vida e tudo o resto.
Tudo tem um fim quando chega a morte, do mundo, do tempo, do meu tempo, da minha vida.
Quando chega o fim de tudo o que existe para mim, todas as figuras se apagam, todas as palavras se esvaziam.
E é isso que és para mim, uma imagem, uma palavra, uma recordação, um interruptor que se apaga.
E contigo, eu, o mundo e tu.
Já não te amo.
terça-feira, julho 29, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
segunda-feira, julho 21, 2008
sábado, julho 19, 2008
sexta-feira, julho 18, 2008
Patologias
Mª Filomena Mónica, in entrevista ao DNA 7-5-4
quarta-feira, julho 16, 2008
nota de rodapé
* Nota de rodapé - assunto que por si só, se aprofundado, daria para toda uma monografia, mas que no caso em questão será apenas alvo de uma pequena referência.
terça-feira, julho 15, 2008
what ever happened?
sábado, julho 12, 2008
conhecer-se
Italo Calvino, “O Barão Trepador”
sexta-feira, julho 11, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
acasos
Milan Kundera – “A Insustentável Leveza do Ser”
domingo, julho 06, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
onde estás?
Não te sinto...
Não te vejo...
Onde estás?
Não te sinto...
Não te ouço...
Sei apenas
que te desejo,
mais um pouco,
mais um pouco.
Faz-me sentir feliz,
outra vez,
mais uma vez.
Faz-me sentir feliz,
mais um pouco,
como louco.
Faz-me surdo,
faz-me mudo,
mas faz-me sentir feliz.
Faz-me cego,
faz-me louco,
Tudo isso é tão pouco
pois não posso viver sem ti.
quarta-feira, julho 02, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
abandono
Eça de Queirós, in “Os Maias”
segunda-feira, junho 30, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
guerra
Eu não quero fazer as pazes.É pela guerra.
Só pela guerra é que nos purificamos.
Só com o sangue, vertido e escorrido dos nossos corações, lavaremos todo o sofrimento das nossas almas.
Só a dor, e nada mais que a dor, poderá arrebatar estes profundos e transtornados gritos.
Só a guerra.
Só estes nossos Armagedons privados saciam esta ânsia de não existência.
O fogo que nos possui incendiará os céus e devorará as nossas próprias sombras como se de nós próprios nos tratássemos.
Reduzidos a cinzas e pó, erguer-se-ão então as nossas essências e as nossas substâncias, sob a promessa de nunca fazermos as pazes.
quarta-feira, junho 25, 2008
precedentes
segunda-feira, junho 23, 2008
mitómano
O amor perfeito, esse então é a sublimação do amor, a utopia maior como se já não estivesse na sua semente a génese da ilusão.
Somos Homens. Possuímos corpos imperfeitos que vivem num mundo imperfeito. Como podemos porventura ambicionar vislumbres da perfeição ou mesmo de algo tão grandioso como o amor da forma que este é cantado pelos poetas?
Desiludam-se. Tivéssemos a sorte de porventura atingir momentaneamente esse deslumbramento e porventura viveríamos o resto das nossas simples vidas presos a esse passado, a essa suprema verdade, e porventura viveríamos tristes, melancólicos, nostálgicos da perfeição que outrora logramos, ainda que apenas fugazmente, alcançar.
Não se enganem. Vivemos paixão, volúpia e outros que tais. Entregamo-nos às preces de nosso corpo e nossa alma. Satisfazemos a nossa fome e a nossa sede. Encontramos abrigo e alento no regaço de alguém. Traímos desavergonhadamente a nossa perfeita -ou será imperfeita? - unidade e cobardemente procurámos a ajuda de alguém como se não fossemos suficientemente fortes para nos aguentarmos sozinhos.
Mas isso passa. Toda a gente sabe que passa. E se não passa é porque estás doente. Tira já isso da cabeça, nem que para tal seja necessário abrir-ta a meio e arrancar a ferros esse mal que te aflige.
Talvez sejas afinal um daqueles tristes tolos de que falei há pouco. Sabes, quando a luz é tanta os olhos cegam. É mesmo assim, os olhos não foram feitos para contemplar tanta luz. E as tuas asas, as tuas asas, meu caro Ícaro tem cuidado, pois essas não foram feitas para alcançarem a abóbada celeste.
Senta-te. Sossega. És homem e por homens foste feito. Do barro dizem que Ele nos criou e que ao pó havemos de voltar.
Querias pois então que essa vulgares carcaças atingissem os desígnios reservados aos desuses?
Repara como é o mundo. A beleza da borboleta desperta a cobiça de toda a restante Natureza, mas porém apenas subsiste um dia. Depois, efémera, ela desaparece. A perfeição neste mundo imperfeito tem um preço. A questão é se afinal estás disposto a pagar o preço daquilo que tanto buscas ou dizes buscar?
Sabes que às vezes o verdadeiro saber está em desfrutar o caminho e não em chegar ao término da nossa jornada. Não há muita gente interessada em saber a verdade embora muitos o digam que a procurem.
sábado, junho 21, 2008
anônimo
Eu é que não tenho nome, nem sei quem sou.
Minha mãe não tinha nome e meu pai nem sei quem é. Nem ele sabe quem eu sou.
Minha terra me viu nascer, mas como o ventre de minha mãe, me renegou e expulsou.
Meu bairro não me sorri. Meu vizinho, não olha para mim.
Olá é palavra cara. Bom dia também. Aliás, palavra é palavra cara.
Mulher não sabe quem sou. E se eu sei o que é mulher, não sei o que é o amor.
A bala sabe bem quem sou, mas não sabe quem mata.
Anónimo, é o que sou.
Quem sou eu? Ninguém!
sexta-feira, junho 20, 2008
jardim
Eu cá não tenho amigos no jardim das tabuletas, e aqueles que para lá se mudaram, de lá não regressam.
quinta-feira, junho 19, 2008
às mulheres
Mas o que é importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quanto não conseguires correr através dos anos, trota.
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!"
Madre Teresa de Calcutá
idades...
"Há uma certa idade em que uma mulher tem de ser bonita para ser amada.
E há outra em que tem de ser amada para ser bonita."
Françoise Sagan
quarta-feira, junho 18, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
gostávamos?
Já gostávamos das canções, dos erros e desaires que cada um cometia,... prometia.
Já gostávamos das cores, das luzes, da escuridão, do medo que nos aproximava, da coragem que nos fazia seguir.
Já gostávamos da vida e da morte, do que parecia ser sorte, existir e acabar como fado.
Mas gostávamos de nós?
domingo, junho 15, 2008
buracos
sexta-feira, junho 13, 2008
partiste
Mudaste de rua e não disseste, E aquela carta nem a escreveste. Eu fiquei cá deste lado Tudo é diferente e só tu partiste.
Tudo é diferente, tudo é igual E só se sente o que é banal.
Há dias banais, há dias assim Dias iguais, dias sem fim
quarta-feira, junho 11, 2008
aprender
Aprendi porque é mais importante Iago, que Otelo.
Aprendi que temos mais cá dentro do que aquilo que queremos ver.
Por muito frio que sejas, o verde vai-te roer.
segunda-feira, junho 09, 2008
OZ: coragem
-Não passas de um grande cobarde - argumentou ela.OZ: coração
sábado, junho 07, 2008
primeiros
- não estamos a falar de um lugar de estacionamento, pois não!?
quinta-feira, junho 05, 2008
sorte...
segunda-feira, maio 05, 2008
domingo, maio 04, 2008
também... não
-Não, que eu não padeço dessas desgraças... pelo menos de crónicas e agudas desgraças. Só das acidentais, naturalmente passageiras, pois claro.






















