domingo, janeiro 10, 2010

um dia...

"um dia digo-te o quanto gostei de ti e o quanto isso não me serviu de nada"

terça-feira, dezembro 08, 2009

Sentimento & Dor - Cª. Lda.

onde há muito SENTiMENTo,
mUITA DOR !

leonardo da vinci

sexta-feira, novembro 06, 2009

ilusões perdidas

O álcool tira as ilusões.
Depois de uns goles de conhaque já não penso em ti.

Marguerite Yourcenar


domingo, outubro 25, 2009

quinta-feira, setembro 17, 2009

amor é dar ou receber

O amor não é nada uma troca.

O amor é:
um E o outro recebe.













Paula Rego in "Pública" - 13.Set.2009

quarta-feira, setembro 16, 2009

domingo, agosto 30, 2009

jogos de azar

Há jogos matemáticos e há os jogos de azar (ou má sorte).
Nos primeiros, qual sociedade socialista, os jogadores partem todos em circunstâncias iguais, e só sua habilidade para jogar os faz ter melhores ou piores resultados.
Nos jogos de azar, cada um joga com as cartas que lhe saem, melhores ou piores.
Uns tem tão mau jogo que necessitam de "jogarem" muito para se superarem. Outros tem tão boas cartas que até podem jogar mal e darem-se bem.

No mais que mais....
... quaisquer que seja o jogo, quaisquer que sejam as cartas, há que saber jogar. E parte da piada está no jogo (não no resultado)

domingo, agosto 16, 2009

esquecer

Conservar algo que possa recordar-te
seria admitir que eu pudesse esquecer-te

William Shakespeare

sábado, agosto 15, 2009

saudades

tenho saudades do calor...

sexta-feira, agosto 14, 2009

as coisas no seu sítio

O Passado fica bem é no seu sítio, lá atrás, ainda que tenha a mania de andar a vida a passar à frente dos olhos.

quarta-feira, agosto 12, 2009

a véspera

todos os dias são vésperas da festa

quinta-feira, julho 23, 2009

dessincronizações

"O amor começa antes de começar e acaba depois de já ter acabado."
José Cardoso Pires


E os tradicionais quinze "minutinhos" de tolerância à portuguesa? Servirão de algo?
Por estas e por outras é que preciso de um relógio, calendário, agenda... enfim de uma secretária para assuntos sentimentais.

sexta-feira, junho 19, 2009

nós e eu

Todas as pessoas ambicionam a mesma felicidade, e no entanto sucumbem às suas próprias tragédias particulares.

sexta-feira, junho 12, 2009

dúvidas

Quando há dúvidas,
não há dúvidas!

segunda-feira, junho 08, 2009

insinuação

A sensualidade está menos no que se vê mas mais naquilo que se insinua.

na realidade desejamos todos ser enganados e nunca o virmos a descobrir

domingo, maio 24, 2009

esta noite

Dá-me uma madeixa de cabelo teu,
para guardar numa saca de veludo,
para guardar numa caixa de cedro.
Dá-me mais um beijo teu
para levar no me regaço,
abraçado no meu peito,
lá onde bate mais forte a saudade.
Vem aqui junto de mim,
vem-me falar,
sussurrar junto ao ouvido:
"Esta noite..."

sexta-feira, maio 22, 2009

inocencia ou teimosia

É por inocência ou teimosia?

Por inocência de não saberes que não,

ou teimosia de ainda assim?

domingo, maio 17, 2009

lua

Ai o amor
é como a lua
ora cresce
ora mingua...

sexta-feira, maio 01, 2009
























A DAFNE
QUE SE DANE

quinta-feira, abril 23, 2009

stronger


O que não me mata,
faz-me mais forte


N-now th-th-that that don't kill me

Can only make me stronger
I need you to hurry up now
Cause I can't wait much longer
I know I got to be right now
Cause I can't get much wronger
Man I been waitin' all night now
That's how long I've been on ya

I need ya right now
I need ya right now

terça-feira, abril 07, 2009

2

Dois é natural, cardinal, primo...
Dois é mais que um e menos que três.
Dois é um só, mas só se for par.

Dois é o tempo... o que passa

sexta-feira, março 13, 2009

lição de arquitectura

"Procure o sr. Cabral do Nascimento ter sempre este facto tão presente, que não saiba que o tem presente - que uma obra de arte, por dispersa que seja a sua realisação detalhada, deve ser sempre uma cousa una e organica, em que cada parte é essencial tanto ao todo, como ás outras que lhe são annexas, e em que o todo existe syntheticamente em cada uma das partes, e na ligação d'essas partes umas ás outras. Comprehenda isto até á inconsciencia. Sinta isto até não o sentir. E, sentido e comprehendido isto até com o corpo, despreze todo o resto. Salte por cima de todas as logicas. Rasgue e queime todas as grammaticas. Reduza a pó todas as coherencias, todas as decencias, e todas as convicções. Feita sua aquella, a unica regra de arte, pode desvairar á vontade, que nunca desvairará; pode exceder-se, que nunca poderá exceder-se; pode dar ao seu espirito todas as liberdades, que elle nunca tomará a de o tornar mau poeta.
O resto é a literatura portugueza."

FERNANDO PESSOA Sencionista (1888-1935)

Estava a arrumar livros e tralhas antigas e deparei-me com esta bela lição de Arquitectura. E digo Arquitectura porquê? Porque se trata de um texto pessoana, que foi a minha ultima lição (note-se lição e não aula) do primeiro ano do curso de Arquitectura. Uma bela lição. O Pessoa sabia do que falava. E o Arquitecto (a este gostaria de lhe chamar Mestre) Carlos Moura também sabia o que fazia quando nos deu este texto em jeito de despedida. E o resto é literatura portugueza.

segunda-feira, março 09, 2009

miopa

A miopia é uma anomalia refractiva com um grau de incidência cada vez maior. Para isso muito contribuem as tarefas visualmente exigentes de trabalho prolongado utilizando apenas a visão de perto.

Já agora, um míope não tem só desvantagens. por exemplo, um míope com cerca de 2 a 3 dioptrias, tem uma óptima visão ao perto e, enquanto os não míopes por volta dos quarenta e cinco anos começam a necessitar cada vez mais de ajuda óptica para ler, a ele bastar-lhe-á tirar os óculos que necessita para ver ao longe. A visão ao perto conserva-se boa e sem alterações.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

5entidos: audição

Mas há outras palavras, outras músicas para além daquelas que saem da tua boca?

Haver, há.
Mas são banais,
redundantes,
excessivas,
desnecessárias,
superfulas...

Enfim...

Haver há,
mas
se desaparecessem ninguém notaria,
desde que permanecerem as tuas.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

5entidos: olhar

É a minha minha pura convicção, que a noite é culpa tua. Tua e do teu sorriso, que embaraçam de tal forma o sol que ele se esconde por trás do horizonte, e à socapa aproveita enquanto dormes para se mostrar novamente.

Se um dia o sol se extinguir, a luz do teu sorriso iluminará os dias... pelo menos os meus.

domingo, fevereiro 08, 2009

cinco sentidos obrigatórios

5entidos obrigatórios:

ver o teu sorriso
ouvir as tuas palavras
cheirar o teu perfume
lamber as tuas lágrimas
tactear a tua alma

a idade

com a idade devo estar (espero) a caminhar para uma especie de sabedoria iluminada. não é forçosamente alegre. aliás dificilmente a sabedoria pode trazer essa felicidade pateta, mas também não é necessariamente triste, porque se a felicidade pode ser pateta, a tristeza como estado é definitivamente inútil, estúpida e masoquista.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

vidro

Eu é quer era quebrável,
mas tu... tu é que foste transparente... e mostras-te muito mais de ti.

No fim, toda a gente se cortou nos estilhaços que ficaram.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

3-ângulo

num (tri)ângulo é impossível alguém gostar de alguém.
às vezes nem de si mesmo

segunda-feira, janeiro 12, 2009

veneno cura


















Há um momento em que todos nos cruzamos.

Na noite escura.

Quando perdes tudo o que há para
Perder, o que é que te faz continuar?

O teu pior?

O teu melhor?

O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?

O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?

Amas com as tripas de fora.

O que és capaz de fazer por amor?

Como é que sobrevives com o coração partido?

Quanto tempo dura um sentimento?

Tem prazo?

Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.

O amor salva.

O amor mata.

O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.

Há um clube onde tudo é permitido.

Imperatriz.

Vem.


veneno_cura

sexta-feira, dezembro 12, 2008

uma sociedade perfeita


"o futebol é o ideal de uma sociedade perfeita: poucas regras e claras, simples, que garantem a liberdade e a igualdade dentro do campo, com a garantia do espaço para a competência individual"

Mario Vargas Losa

sexta-feira, novembro 21, 2008

dimensão



Porque haveria de querer ser da dimensão do gigante?

A mim bastava-me ser da dimensão do
anjo
...

quarta-feira, novembro 19, 2008

palavras

Mais vale estares calada porque não quero ouvir as palavras que saem da tua boca.
Primeiro porque são falsas. E depois porque não me acredito nelas.
Façamos uma espécie de pacto: Dizes o que queres, e eu acredito no que quero. Do que decorre no entremeio, ou seja, nas palavras que trocamos, a coerência pouco interessa.
Por isso, o que valem as palavras que proferes?

terça-feira, novembro 11, 2008

receita para matar um homem

há crimes que se perdoam, como este, roubar este texto, pois acho que verdadeiramente crime era não partilhá-lo.

Receita para matar um homem

Tomam-se umas dezenas de quilos de carne, ossos e sangue, segundo os padrões adequados. Dispõem-se harmoniosamente em cabeça, tronco e membros, recheiam-se de vísceras e de uma rede de veias e nervos, tendo o cuidado de evitar erros de fabrico que dêem pretexto ao aparecimento de fenómenos teratológicos. A cor da pele não tem importância nenhuma.

Ao produto deste trabalho melindroso dá-se o nome de homem. Serve-se quente ou frio, conforme a latitude, a estação do ano, a idade e o temperamento. Quando se pretende lançar protótipos no mercado, infundem-se-lhes algumas qualidades que os vão distinguir do comum: coragem, inteligência, sensibilidade, carácter, amor da justiça, bondade activa, respeito pelo próximo e pelo distante. Os produtos de segunda escolha terão, em maior ou menos grau, um ou outro destes atributos positivos, a par dos opostos, em geral predominantes. Manda a modéstia não considerar viáveis os produtos integralmente positivos ou negativos. De qualquer modo, sabe-se que também nestes casos a cor da pele não tem importância nenhuma.

O homem, entretanto classificado por um rótulo pessoal que o distinguirá dos seus parceiros, saídos como ele da linha de montagem, é posto a viver num edifício a que se dá, por sua vez, o nome de Sociedade. Ocupará um dos andares desse edifício, mas raramente lhe será consentido subir a escada. Descer é permitido e por vezes facilitado. Nos andares do edifício há muitas moradas, designadas umas vezes por camadas sociais, outras vezes por profissões. A circulação faz-se por canais chamados hábito, costume e preconceito. É perigoso andar contra a corrente dos canais, embora certos homens o façam durante toda a sua vida. Esses homens, em cuja massa carnal estão fundidas as qualidades que roçam a perfeição, ou que por essas qualidades optaram deliberadamente, não se distinguem pela cor da pele. Há-os brancos e negros, amarelos e pardos. São poucos os acobreados por se tratar de uma série quase extinta.

O destino final do homem é, como se sabe desde o princípio do mundo, a morte. A morte, no seu momento preciso, é igual para todos. Não o que a precede imediatamente. Pode-se morrer com simplicidade, como quem adormece; pode-se morrer entre as tenazes de uma dessas doenças de que eufemisticamente se diz que “não perdoam”; pode-se morrer sob a tortura, num campo de concentração; pode-se morrer volatilizado no interior de um sol atómico; pode-se morrer ao volante de um Jaguar ou atropelado por ele; pode-se morrer de fome ou de indigestão; pode-se morrer também de um tiro de espingarda, ao fim da tarde, quando ainda hà luz de dia e não se acredita que a morte esteja perto. Mas a cor da pele não tem importância nenhuma.

Martin Luther King era um homem como qualquer de nós. Tinha as virtudes que sabemos, certamente alguns defeitos que não lhe diminuíam as virtudes. Tinha um trabalho a fazer – e fazia-o. Lutava contra as correntes do costume, do hábito e do preconceito, mergulhado nelas até ao pescoço. Até que veio o tiro de espingarda lembrar aos distraídos que nós somos que a cor da pele tem muita importância.

José Saramago

Quem quiser lê-la, e a outras, podem ir directamente à fonte aqui.

lotação esgotada

-Boa noite!
Desculpe mas não há lugar. Estamos cheios. Não há cá ninguém, mas quem sabe se apertarmos um bocadinho... talvez dê, ou talvez não.
Volte amanhã. Pode ser que estejamos mais vagos.

domingo, novembro 02, 2008

s.m.s.

mensagem curta:

"Save My Soul"
n07 0ur5 5ou15.
0n1y m1n3.
1'm 0n1y...
54v3 m3!

fim de mensagem

quarta-feira, outubro 29, 2008

corpo
























gosto do meu corpo quando está com o teu
corpo. É uma coisa tão integralmente nova.
Melhores músculos e mais nervos.
gosto do teu corpo. gosto do que ele faz,
gosto dos seus modos. gosto de sentir-te a coluna
e os ossos, e o tremor
-sólido-macio que beijarei
uma e outra vez,
gosto de beijar-te aqui e ali,
gosto de acariciar lentamente, a pelugem
da tua pele eléctrica, e aquilo que acontece
ao romper da carne… E os olhos grandes migalhas de amor,

e talvez goste do frémito

por baixo de mim de ti tão completamente nova



like my body when it is with your
body. It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric furr, and what-is-it comes
over parting flesh....And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you so quite new


e. e. cummings, «Complete Poems, 1904-1962», Sonnets-Realities, VII, de & [AND], 1925

quinta-feira, outubro 23, 2008

noites brancas

"Todas as famílias felizes são parecidas, mas uma familia infeliz é infeliz à sua maneira"
Tolstoi, in "Anna Karenina"

A felicidade é universal,... mas as tragédias são privadas.

domingo, setembro 28, 2008

fim

quando eu morrer batam em latas,
rompam aos saltos e aos pinotes,
façam estalar no ar chicotes,
chamem palhaços e acrobatas!

que o meu caixão vá sobre um burro
ajaezado à andaluza...
a um morto nada se recusa,
eu quero por força ir de burro.

“Mário de Sá-Carneiro„

domingo, setembro 14, 2008

não sou

posso não saber bem o que sou...
mas vá lá, sei o que não sou!

sexta-feira, setembro 12, 2008

obituário

“As notícias sobre a minha
morte
são manifestamente exageradas”.
Mark Twain

quarta-feira, setembro 10, 2008

efeito pigmanunoleao






















ainda hei-de me apaixonar por uma pedra *

segunda-feira, setembro 08, 2008

abrir parênteses

( )*

* retomamos a emissão dentro de momentos**

** sim. quem diz emissão quer dizer vida ***

*** a minha pois claro.

fechar parênteses...

quarta-feira, setembro 03, 2008

de volta ao...

... copo.

e de volta à pergunta original... meio cheio ou meio vazio?

e uma resposta que foge às duas opções:

O copo tem é o dobro do tamanho necessário...

sábado, agosto 30, 2008

verdades

Todas as verdades são mentiras... é só quereres.
Todas as mentiras são verdades... é só dizeres.

quarta-feira, agosto 27, 2008

vocações

definitivamente acho que não tinha vocação para aranha...

...a luta inglória de uma mosca presa na teia, desperta estranhos sentimentos dentro de mim.

















ainda era capaz de querer salvar todas as moscas deste mundo...

terça-feira, agosto 26, 2008

final feliz

uma história com final feliz...



... é uma história que ainda não teve (ponto) final.

domingo, agosto 17, 2008

sede

"Oferecer amizade a quem procura amor é dar pão a quem morre de sede."



anónimo

sábado, agosto 16, 2008

vivi...

"Só recordo as emoções das coisas que vivi,
tudo o resto esqueço."

António Machado

sexta-feira, agosto 15, 2008

má-mórias

"Quanto mais amamos uma memória, mais forte e mais estranha se torna."

Vladimir Nobokov

e eu diria mais...

quanto mais...

... mais ela se torna tirana.
... mais ela se afasta da realidade.
... mais ela nos desvanece e goza de nós.

quinta-feira, agosto 14, 2008

relógio


nota mental:


comprar um relógio,

de preferência um daqueles com alarme

para nos avisar das horas certas.

quarta-feira, agosto 13, 2008

desgraça

Não ser amado é uma simples desventura.

A verdadeira desgraça é não saber amar.



Albert Camus

terça-feira, agosto 12, 2008

copo...


... de água,


a pergunta do costume:
- O copo está meio cheio ou meio vazio?


e uma pergunta nova:
- Quanta sede tens tu?

segunda-feira, agosto 11, 2008

panis


Pão.

É tudo que tenho de oferecer.

E às vezes nem isso.

domingo, agosto 10, 2008

definições do amor (vii)


"O amor é uma forma de sofrimento. É absoluto como a fé; é a razão da vida e deve existir por si só."

Charles Morgan

sábado, agosto 09, 2008

definições do amor (vi)


"O amor é eterno enquanto dura."

Henri F. de Régnier

sexta-feira, agosto 08, 2008

definições do amor (v)


"O amor é um beijo, dois beijos, três beijos, quatro beijos, três beijos, dois beijos, um beijo e nenhum beijo."

Pitigrilli

quinta-feira, agosto 07, 2008

definições do amor (iv)


"Éramos dois e um só coração."

François Villon

quarta-feira, agosto 06, 2008

definições de amor (iii)


"A capacidade de rir juntos é o amor."

Françoise Sagan

terça-feira, agosto 05, 2008

definições do amor (ii)


"O amor é o esquecimento do EU"

Henri-Fredéric Amiel

segunda-feira, agosto 04, 2008

"love is..." ou definições do amor (i)

Antes de saber como nasce saber o que é

pois é Pedro, mas antes de nascer nada pode ser definido.
Mas já que lanças-te aqui o mote, aceito o repto.
Sete dias, sete definições. Para começar a letra que tu mesmo lançaste, e no entanto mesmo assim acho que vamos ficar como no final da letra desta
música: sem definição.





definição do amor.

"O que é o amor?
Definição de amor, porque eu não entendo…
Eu não percebo…
Yeah!
Escuta!

Não consigo perceber, chama-se amor
Dizem, bom sentimento, mas vejo provocar dor
Comparam com felicidade, outros com uma alhada
Nunca ouvi falar de amor sem um lágrima derramada
E Desejam / planejam, ser Romeu e Julieta
No entanto nesta história, esquecem uma faceta
Tragédia no final, o amor tem um problema
Não são apenas palavras bonitas de um poema
É um sentimento complexo, difícil de perceber
Causador de sofrimento ou boa razão para viver
Eu não entendo, haverá definição?
Se existe quero saber para completar a canção

Quis tentar perceber, pesquisei o que é amor
Num poema percebi, é sinónimo de dor
Noutro percebi, é gostar muito de alguém
E ao pesquisar percebi a ambiguidade que tem
Segundo Platão, perigosa doença mental
Tantos os significados, o que o amor afinal?
Causador de insónias, causador de tristeza
Cura de todos males, mas também pior doença
Segundo Ghandi a força mais subtil do mundo
Capaz de deixar qualquer um vagabundo
E com tantas definições, tanta confusão
Vou tentar percebe-las para concluir a canção!

É sentimento característico de humanos
Palavra mitológica antiga de RomanosA
mor é como a guerra, fácil de começar,
Mas também.. acredita, difícil de terminar
Dizem que é eterno, haverá como provar?
Este não se entende, não há como explicar...
Sentimento inexplicável, mas existente.
Difícil de perceber, haverá quem entende?

Não há definição "

Dama Bete

sexta-feira, agosto 01, 2008

falha involuntária

“Como nasce o amor?
Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um acto de vontade.”


M. Duras

quarta-feira, julho 30, 2008

carta de desamor

Já não me amas.
E eu já não te amo a ti.


Eu já não amo a vida e tudo o resto.


Tudo tem um fim quando chega a morte, do mundo, do tempo, do meu tempo, da minha vida.
Quando chega o fim de tudo o que existe para mim, todas as figuras se apagam, todas as palavras se esvaziam.
E é isso que és para mim, uma imagem, uma palavra, uma recordação, um interruptor que se apaga.
E contigo, eu, o mundo e tu.


Já não te amo.

terça-feira, julho 29, 2008

semente

mas a semente do mal ficou lá. à espera que a acordem.

sexta-feira, julho 25, 2008

vingança

A justiça é para as mãos de Deus. A vingança é para as mãos dos homens!

segunda-feira, julho 21, 2008

corazón


Me has arrancado mi corazón


y ahora lo tegno en un
puño.

sábado, julho 19, 2008

Cancér

“Mas um amor velho é um cancro.”


Petrónio, “Satíricon”

sexta-feira, julho 18, 2008

Patologias

“As paixões são doenças curtas, são patologias. São desvios derivados do sexo, muito ligados ao desejo da morte, altíssimamente gratificantes – uma pessoa sente-se fora do mundo, o trivial deixa de existir, só importa o objecto amado.”


Mª Filomena Mónica, in entrevista ao DNA 7-5-4

quarta-feira, julho 16, 2008

nota de rodapé

-Não havemos de ser mais do que uma nota de rodapé*!

* Nota de rodapé - assunto que por si só, se aprofundado, daria para toda uma monografia, mas que no caso em questão será apenas alvo de uma pequena referência.

keep breathing

respirar... um folego de cada vez. E manter assim. o resto é opcional...

terça-feira, julho 15, 2008

what ever happened?

Eu quero ser esquecido,
e não quero ser lembrado. Tu dizes "por favor, nao tornes isto mais difícil". Não, eu ainda não vou.
Eu quero estar junto dela, ela quer ser admirada. Tu dizes "por favor, nao tornes isto mais difícil". Não, eu ainda não vou...
The Strokes - What Ever Happened?

sábado, julho 12, 2008

ausência

Não batas à porta. Hoje não estou em casa.

conhecer-se

“Conheceram-se. Ele conheceu-a e conheceu-se a si próprio, porque na verdade nunca se tinha conhecido. E ela conheceu-o e conheceu-se a si própria, porque muito embora sempre se tivesse conhecido, nunca pudera reconhecer-se daquela maneira.”

Italo Calvino, “O Barão Trepador”

sexta-feira, julho 11, 2008

quinta-feira, julho 10, 2008

acasos

“Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de S. Francisco de Assis.”


Milan Kundera – “A Insustentável Leveza do Ser”

domingo, julho 06, 2008

heroína

Tenho um fascínio por Heroínas
daquelas das tragédias
quanto mais gregas, melhor

sexta-feira, julho 04, 2008

onde estás?

Onde estás?
Não te sinto...
Não te vejo...
Onde estás?
Não te sinto...
Não te ouço...
Sei apenas
que te desejo,
mais um pouco,
mais um pouco.
Faz-me sentir feliz,
outra vez,
mais uma vez.
Faz-me sentir feliz,
mais um pouco,
como louco.
Faz-me surdo,
faz-me mudo,
mas faz-me sentir feliz.
Faz-me cego,
faz-me louco,
Tudo isso é tão pouco
pois não posso viver sem ti.

quarta-feira, julho 02, 2008

pessoas

as minhas pessoas certas
gostam de pessoas erradas

terça-feira, julho 01, 2008

abandono

“Nada a desejar e nada a recear... Não se abandonar a uma esperança – nem a um desapontamento.”



Eça de Queirós, in “Os Maias”

segunda-feira, junho 30, 2008

para sempre

o bom das coisas boas é que não duram para sempre.

e o das coisas más também.

sexta-feira, junho 27, 2008

guerra

Eu não quero fazer as pazes.
É pela guerra.
Só pela guerra é que nos purificamos.
Só com o sangue, vertido e escorrido dos nossos corações, lavaremos todo o sofrimento das nossas almas.
Só a dor, e nada mais que a dor, poderá arrebatar estes profundos e transtornados gritos.
Só a guerra.
Só estes nossos Armagedons privados saciam esta ânsia de não existência.

O fogo que nos possui incendiará os céus e devorará as nossas próprias sombras como se de nós próprios nos tratássemos.

Reduzidos a cinzas e pó, erguer-se-ão então as nossas essências e as nossas substâncias, sob a promessa de nunca fazermos as pazes.

quarta-feira, junho 25, 2008

precedentes

abrir presentes é bom. mas abrir precedentes também pode ser muito bom. principalmente se forem precedentes de presentes.

segunda-feira, junho 23, 2008

mitómano

O amor é um mito. Um belo mito porventura, mas um mito, uma daquelas historietas que se contam para enganar aqueles que trazem o desejo do engano no âmago do seu ser, um cântico de sereia para aqueles que o buscam ouvir.
O amor perfeito, esse então é a sublimação do amor, a utopia maior como se já não estivesse na sua semente a génese da ilusão.
Somos Homens. Possuímos corpos imperfeitos que vivem num mundo imperfeito. Como podemos porventura ambicionar vislumbres da perfeição ou mesmo de algo tão grandioso como o amor da forma que este é cantado pelos poetas?
Desiludam-se. Tivéssemos a sorte de porventura atingir momentaneamente esse deslumbramento e porventura viveríamos o resto das nossas simples vidas presos a esse passado, a essa suprema verdade, e porventura viveríamos tristes, melancólicos, nostálgicos da perfeição que outrora logramos, ainda que apenas fugazmente, alcançar.
Não se enganem. Vivemos paixão, volúpia e outros que tais. Entregamo-nos às preces de nosso corpo e nossa alma. Satisfazemos a nossa fome e a nossa sede. Encontramos abrigo e alento no regaço de alguém. Traímos desavergonhadamente a nossa perfeita -ou será imperfeita? - unidade e cobardemente procurámos a ajuda de alguém como se não fossemos suficientemente fortes para nos aguentarmos sozinhos.
Mas isso passa. Toda a gente sabe que passa. E se não passa é porque estás doente. Tira já isso da cabeça, nem que para tal seja necessário abrir-ta a meio e arrancar a ferros esse mal que te aflige.
Talvez sejas afinal um daqueles tristes tolos de que falei há pouco. Sabes, quando a luz é tanta os olhos cegam. É mesmo assim, os olhos não foram feitos para contemplar tanta luz. E as tuas asas, as tuas asas, meu caro Ícaro tem cuidado, pois essas não foram feitas para alcançarem a abóbada celeste.
Senta-te. Sossega. És homem e por homens foste feito. Do barro dizem que Ele nos criou e que ao pó havemos de voltar.
Querias pois então que essa vulgares carcaças atingissem os desígnios reservados aos desuses?
Repara como é o mundo. A beleza da borboleta desperta a cobiça de toda a restante Natureza, mas porém apenas subsiste um dia. Depois, efémera, ela desaparece. A perfeição neste mundo imperfeito tem um preço. A questão é se afinal estás disposto a pagar o preço daquilo que tanto buscas ou dizes buscar?
Sabes que às vezes o verdadeiro saber está em desfrutar o caminho e não em chegar ao término da nossa jornada. Não há muita gente interessada em saber a verdade embora muitos o digam que a procurem.

sábado, junho 21, 2008

anônimo

O anônimo aqui sou eu. Eu é que sou o indigente.

Eu é que não tenho nome, nem sei quem sou.

Minha mãe não tinha nome e meu pai nem sei quem é. Nem ele sabe quem eu sou.

Minha terra me viu nascer, mas como o ventre de minha mãe, me renegou e expulsou.

Meu bairro não me sorri. Meu vizinho, não olha para mim.

Olá é palavra cara. Bom dia também. Aliás, palavra é palavra cara.

Mulher não sabe quem sou. E se eu sei o que é mulher, não sei o que é o amor.

A bala sabe bem quem sou, mas não sabe quem mata.

Anónimo, é o que sou.

Quem sou eu? Ninguém!

sexta-feira, junho 20, 2008

jardim

Amigo? Qual amigo!?
Eu cá não tenho amigos no jardim das tabuletas, e aqueles que para lá se mudaram, de lá não regressam.

óbito

Leio por vício. Escrevo por óbito.

quinta-feira, junho 19, 2008

às mulheres

"Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quanto não conseguires correr através dos anos, trota.
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!"

Madre Teresa de Calcutá

idades...

... e beleza

"Há uma certa idade em que uma mulher tem de ser bonita para ser amada.
E há outra em que tem de ser amada para ser bonita."

Françoise Sagan

quarta-feira, junho 18, 2008

não ser

Claro que posso não ser assim. Mas nesse caso não seria eu.

terça-feira, junho 17, 2008

gostávamos?

gostávamos das palavras, do silêncio, de tudo aquilo que nos rodeava e nos enfatizava.
gostávamos das canções, dos erros e desaires que cada um cometia,... prometia.
gostávamos das cores, das luzes, da escuridão, do medo que nos aproximava, da coragem que nos fazia seguir.
gostávamos da vida e da morte, do que parecia ser sorte, existir e acabar como fado.
Mas gostávamos de nós?

domingo, junho 15, 2008

buracos

“Olha mãe! Um conjunto de buracos amarrados com baraço.”

Só mesmo o olhar descomplexado de uma criança para ver numa rede não o cheio mas o vazio.
O olhar inteligente e treinado não se limita às formas positivas mas vislumbra também os vazios.

sexta-feira, junho 13, 2008

partiste

Lá fora o tempo passa E cada dentro tudo é igual, Tudo é diferente e só tu partiste.

Mudaste de rua e não disseste, E aquela carta nem a escreveste. Eu fiquei cá deste lado Tudo é diferente e só tu partiste.

Tudo é diferente, tudo é igual E só se sente o que é banal.

Há dias banais, há dias assim Dias iguais, dias sem fim

quarta-feira, junho 11, 2008

aprender

Por estes dias de Agosto, por dias de Alcobaça, aprendi a escrever a palavra inveja, o sabor de cada uma das suas letras.
Aprendi porque é mais importante Iago, que Otelo.
Aprendi que temos mais cá dentro do que aquilo que queremos ver.
Por muito frio que sejas, o verde vai-te roer.

segunda-feira, junho 09, 2008

OZ: coragem

-Não passas de um grande cobarde - argumentou ela.
-Eu sei, sempre o soube, mas não o posso evitar - disse o Leão, envergonhado.

(...)

-E a minha coragem? - perguntou, ansioso, o Leão.
-De certeza que já estás cheio de coragem, só precisas de confiança em ti próprio. Não há ser vivo que não tenha medo quando enfrenta o perigo, a verdadeira coragem está em enfrentar o perigo quando temos medo, e essa coragem tens de sobra - respondeu Oz.



O feiticeiro de Oz, de Frank Baum

OZ: coração


-E então o meu coração? - perguntou o Lenhador de Lata.

-Quanto a isso, acho que estás errado em quereres um coração, faz a maior parte das pessoas infelizes. Se soubesses, tens sorte de não teres coração - respondeu Oz.


O Feiticeiro de Oz, de Frank Baum

sábado, junho 07, 2008

primeiros

-mas ele chegou primeiro...
- não estamos a falar de um lugar de estacionamento, pois não!?

quinta-feira, junho 05, 2008

sorte...

"-qual é a sorte, sobre a terra,
de quem teve de nascer?"
cantico dos Cacuanas in As minas de Salomão de Rider Haggard , na tradução de Eça e Queirós

segunda-feira, maio 05, 2008

ofendido

desculpou mas ofendeu-se... Ele sabia-o - não gostava era que lho dissessem.

domingo, maio 04, 2008

também... não

-Também eu?

-Não, que eu não padeço dessas desgraças... pelo menos de crónicas e agudas desgraças. Só das acidentais, naturalmente passageiras, pois claro.

vermelho veludo

É este maldito chão que piso. Duro e cheio de calhau e cardos. Quero uma carpete vermelha. Uma carpete de vermelho veludo.