quarta-feira, outubro 31, 2007

vampirizar por aí

acho que entendi finalmente o que é um vampiro.
Alguém que tenta sobreviver... da maneira mais díficil, a vampirizar por aí.
...um morto-vivo.

terça-feira, outubro 30, 2007

"volVidas"

sem dúvida que o blogue está a ficar muito visitado, ou re-visitado. E não é só o blogue. Há coisas que insistem em "volver". Se bem que eu não tenho feito nada para isso. Há mais caminho pela frente para se ficar a olhar para trás. Quem quer caminhar comigo é benvindo. Quem quiser ficar, não será esquecido: vai no meu coração.

segunda-feira, outubro 29, 2007

ressabiada

a melhor do dia:


ressabiada?

quem? eu?!!

não! ela!

porquê? com quem?

comigo?!?!


alguém consegue explicar-me? provavelmente nem ela... mas também já é normal.

sexta-feira, outubro 19, 2007

círculo

os desígnios do Senhor são insondáveis ...

nunca sabemos bem quem é que vai estar por detrás da próxima porta, pois não? mas há mais lugares comuns que originalidades. ha vida cá em baixo é uma enorme esfera... ou será um círculo?

quinta-feira, outubro 18, 2007

casa


a minha casa é um sorriso
:)




quarta-feira, outubro 17, 2007

enganos

como se engana alguém?
com a verdade, naturalmente.

fazendo acreditar que muitos são só um, e que um são muitos.

quem aqui lê, sabe.
quem aqui lê, se engana.

terça-feira, outubro 16, 2007

mudanças

mais mudanças, mais caixas de cartão... maiores, menores. Mais bonitas ou mais feias, mas cheias. Cheias de tralhas, risos e choros, comédias e tragédias,... estórias e memórias... tretas.

o que somos nunca muda, mas quem somos está em constante mudança... quer o queiramos, quer não.

domingo, setembro 23, 2007

quixotescas

É uma espécie de redenção. Ou será antes rendição?
Um armistício assinado apenas pelo cansaço inerente a uma constante guerra. Essa mesma demanda quixotesca que insiste em escolher esses gigantescos moinhos, como alvos dantescos a derrotar.
Há derrota… derrota pelo cansaço, pelas desaventuranças repetidas, pelas quimeras eternas.
Há paz na rendição. Ou será redenção? A paz da consciência de quem se bateu, de quem foi até então honesto, de quem não mais tem para dar.

Porque pedir a lua, se podemos ter as estrelas?

quinta-feira, setembro 13, 2007

ser

Não sou o que queria ser.
Sou o que me fizeram.

quarta-feira, agosto 15, 2007

cinco de espadas


Não te re-inventes vezes demais.
Às tantas, ficas sem saber quem realmente és.

quinta-feira, agosto 09, 2007

quase nada, quase tudo

...mas, derrota?
Sim... mas não há derrotas, ou pelo menos não se perde... deixa-se é de ganhar. Mas deixar de ganhar não é perder.
Até se pode ser derrotado... por não alcançar os objectivos propostos, por investir a mais e ter de menos, um quase tudo por quase nada. Mas perder... só se quisermos.
Devemos sempre ganhar algo, trazer sempre um espólio... mesmo os derrotados. Aprender uma lição, ganhar experiencia, conhecer novas coisas.
Perder só perde quem quer... pois é só querer e ganhamos sempre, nem que seja apenas um pouco, quase nada. Um quase nada que pode ser quase tudo.

domingo, julho 29, 2007

preciso de ti

ora toca lá a reciclar material:

Talvez fosse da hora... assim de manhazinha, acabado de acordar. Ainda não tinha bem assentes as ideias, e depois é isto... acabamos a falar com o coração. Talvez de manhã sejamos mais sinceros. Talvez ainda não estejamos preparados para nos dissimularmos, para mentirmos. Estamos desprotegidos, expostos, nús.
Não interessa agora porque... Está dito, está dito. As palavras não vão ser retirados. Não dá para apagar o que disse.
Preciso de ti.
Não disseste nada.
Certamente sorriste (sorriste como só tu sabes) e não disseste nada.
Mas que terás pensado.
Terei sido patético e frágil? Não sei. Só sei que preciso de ti.

emalgumoutrolugar.blogspot.com julho o4, 2006

nota póstuma: há história e pré-história. há blogues e pré-blogues. e há pré-fins de mundo... até ao dia que este barco fantasma mude de nome e o seu roteiro também. há vida para além disto... há sempre vida, lá mais além.

sexta-feira, julho 27, 2007

doença

frio na barriga?
coração acelerado?
pernas a fraquejar?

Ora cá está... muito bem visto.

Da próxima vez que sentir estes sintomas vou directo a correr para o médico mais próximo.

Só pode ser doença. De certeza que é um mal qualquer.

quinta-feira, julho 26, 2007

ver ou não ver...

"As pessoas vêem aquilo que estão preparadas para ver."



R.W. Emerson

sexta-feira, julho 20, 2007

ambiguidades (saber partir mas não esquecer)

não me parece de modo algum que as ambiguidades de um Homem sejam um defeito ou falta de carácter...
As ambiguidades são riquezas, são as marcas de um Homem.

Mais que tudo, a medida de tudo mais que os gestos, é o reconhecer do gestos, é entender-se como um todo e não se renegar parte alguma, boa ou má.
Um fim não é necessáriamente uma ruptura... é só isso mesmo um fim. O capitulo acaba, a história continua.

Há que saber partir mas também não esquecer o(s) que fica(m) para trás.

segunda-feira, julho 16, 2007

promontório

Num promontório no extremo existe um estranho monumento com um mais estranho epitáfio.

Escuto os mortos com os meus olhos. Dizem-me que aqui já nada têm e do que mais se queixam é da falta do tempo.
Para eles o relógio parou. Não passa mais água debaixo da ponte. O mundo não gira.
Tempus fugit
Do Tártaro intemporal e eterno, as suas palavras ecoam como ameaça velada e aviso

Nós vamos sempre a tempo. Ainda temos tempo. Ainda…


“... a morte é a solução, mas não morras ainda, espera outro dia, um golpe de sorte, uma cara nova, um novo amigo, milhões de oportunidades, ainda és muito jovem, não morras ainda, espera outro dia, um golpe de sorte, vai fodendo...”
Henry Miller, “Trópico de Capricórnio”

domingo, julho 15, 2007

Contra vim...

Contra vim mortisnon est medicamen in hortis

Para tudo há remédio, menos para a morte

sábado, julho 14, 2007

é tão fundo o silêncio

É tão fundo o silêncio entre as estrelas.

Nem o som da palavra se propaga,

Nem o canto das aves milagrosas.

Mas lá, entre as estrelas, onde somos

Um astro recriado, é que se ouve

O íntimo rumor que abre as rosas.



José Saramago

sábado, junho 30, 2007

quando

quando para eu perceber, precisar de ouvir...

quando para me fazer entender, precisar de falar...

quando para respirar precisar de pensar...

então o meu coração terá parado e eu não serei mais eu... pelo menos como me conheço.

sexta-feira, junho 29, 2007

as frágeis hastes

Não voltari à fonte dos teu flancos;
ao fogo espesso do Verão
a escorregar infatigável
dos espelhos, não voltarei.

Não voltarei ao leito breve
onde quebramos uma a uma
todas as frágeis
hastes do amor.

Eis o Outono: cresce a prumo.
Anoitecidas águas
em febre, em fúria, em fogo,
arrastam-me para o fundo.

Eugénio de Andrade