Já não me amas.
E eu já não te amo a ti.
Eu já não amo a vida e tudo o resto.
Tudo tem um fim quando chega a morte, do mundo, do tempo, do meu tempo, da minha vida.
Quando chega o fim de tudo o que existe para mim, todas as figuras se apagam, todas as palavras se esvaziam.
E é isso que és para mim, uma imagem, uma palavra, uma recordação, um interruptor que se apaga.
E contigo, eu, o mundo e tu.
Já não te amo.
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quarta-feira, julho 30, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
onde estás?
Onde estás?
Não te sinto...
Não te vejo...
Onde estás?
Não te sinto...
Não te ouço...
Sei apenas
que te desejo,
mais um pouco,
mais um pouco.
Faz-me sentir feliz,
outra vez,
mais uma vez.
Faz-me sentir feliz,
mais um pouco,
como louco.
Faz-me surdo,
faz-me mudo,
mas faz-me sentir feliz.
Faz-me cego,
faz-me louco,
Tudo isso é tão pouco
pois não posso viver sem ti.
Não te sinto...
Não te vejo...
Onde estás?
Não te sinto...
Não te ouço...
Sei apenas
que te desejo,
mais um pouco,
mais um pouco.
Faz-me sentir feliz,
outra vez,
mais uma vez.
Faz-me sentir feliz,
mais um pouco,
como louco.
Faz-me surdo,
faz-me mudo,
mas faz-me sentir feliz.
Faz-me cego,
faz-me louco,
Tudo isso é tão pouco
pois não posso viver sem ti.
sexta-feira, junho 27, 2008
guerra
Eu não quero fazer as pazes.É pela guerra.
Só pela guerra é que nos purificamos.
Só com o sangue, vertido e escorrido dos nossos corações, lavaremos todo o sofrimento das nossas almas.
Só a dor, e nada mais que a dor, poderá arrebatar estes profundos e transtornados gritos.
Só a guerra.
Só estes nossos Armagedons privados saciam esta ânsia de não existência.
O fogo que nos possui incendiará os céus e devorará as nossas próprias sombras como se de nós próprios nos tratássemos.
Reduzidos a cinzas e pó, erguer-se-ão então as nossas essências e as nossas substâncias, sob a promessa de nunca fazermos as pazes.
terça-feira, junho 17, 2008
gostávamos?
Já gostávamos das palavras, do silêncio, de tudo aquilo que nos rodeava e nos enfatizava.
Já gostávamos das canções, dos erros e desaires que cada um cometia,... prometia.
Já gostávamos das cores, das luzes, da escuridão, do medo que nos aproximava, da coragem que nos fazia seguir.
Já gostávamos da vida e da morte, do que parecia ser sorte, existir e acabar como fado.
Mas gostávamos de nós?
Já gostávamos das canções, dos erros e desaires que cada um cometia,... prometia.
Já gostávamos das cores, das luzes, da escuridão, do medo que nos aproximava, da coragem que nos fazia seguir.
Já gostávamos da vida e da morte, do que parecia ser sorte, existir e acabar como fado.
Mas gostávamos de nós?
sexta-feira, junho 13, 2008
partiste
Lá fora o tempo passa E cada dentro tudo é igual, Tudo é diferente e só tu partiste.
Mudaste de rua e não disseste, E aquela carta nem a escreveste. Eu fiquei cá deste lado Tudo é diferente e só tu partiste.
Tudo é diferente, tudo é igual E só se sente o que é banal.
Há dias banais, há dias assim Dias iguais, dias sem fim
Mudaste de rua e não disseste, E aquela carta nem a escreveste. Eu fiquei cá deste lado Tudo é diferente e só tu partiste.
Tudo é diferente, tudo é igual E só se sente o que é banal.
Há dias banais, há dias assim Dias iguais, dias sem fim
sábado, junho 07, 2008
primeiros
-mas ele chegou primeiro...
- não estamos a falar de um lugar de estacionamento, pois não!?
- não estamos a falar de um lugar de estacionamento, pois não!?
sexta-feira, dezembro 28, 2007
I don't know what I can save you from.
You called me after midnight,
it must have been three years since we last spoke.
I slowly tried to bring back,
the image of your face from the memories so old.
I tried so hard to follow,
but didn't catch a half of what had gone wrong,
said "I don't know what I can save you from."
I don't know what I can save you from.
I asked you to come over,
and within half an hour,
you were at my door.
I had never really known you,
but I realized that the one you were before,
had changed into somebody for whom
I wouldn't mind to put the kettle on.
Still I don't know what I can save you from.
I don't know what I can save you from.
Kings Of Convenience
it must have been three years since we last spoke.
I slowly tried to bring back,
the image of your face from the memories so old.
I tried so hard to follow,
but didn't catch a half of what had gone wrong,
said "I don't know what I can save you from."
I don't know what I can save you from.
I asked you to come over,
and within half an hour,
you were at my door.
I had never really known you,
but I realized that the one you were before,
had changed into somebody for whom
I wouldn't mind to put the kettle on.
Still I don't know what I can save you from.
I don't know what I can save you from.
Kings Of Convenience
sexta-feira, novembro 02, 2007
désert
Oh mon amour, mon âme soeur
Je compte les jours je compte les heures
Je voudrais te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Oh mon amour, ton grain de voix
Fait mon bonheur à chaque pas
Laisse-moi te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Dans la nuit parfois, le nez à la fenêtre
Je t'attends et je sombre
Dans un désert, dans mon désert, voilà
Oh mon amour, mon coeur est lourd
Je compte les heures je compte les jours
Je voudrais te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Oh mon amour, je passe mon tour
J'ai déserté les alentours Je te quitte, voilà c'est tout
Dans la nuit parfois, le nez à la fenêtre
J'attendais et je sombre Jetez au vent mes tristes cendres, voilà
Je compte les jours je compte les heures
Je voudrais te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Oh mon amour, ton grain de voix
Fait mon bonheur à chaque pas
Laisse-moi te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Dans la nuit parfois, le nez à la fenêtre
Je t'attends et je sombre
Dans un désert, dans mon désert, voilà
Oh mon amour, mon coeur est lourd
Je compte les heures je compte les jours
Je voudrais te dessiner dans un désert
Le désert de mon coeur
Oh mon amour, je passe mon tour
J'ai déserté les alentours Je te quitte, voilà c'est tout
Dans la nuit parfois, le nez à la fenêtre
J'attendais et je sombre Jetez au vent mes tristes cendres, voilà
Emilie Simon
Oh o meu amor, a minha alma-gêmea
Eu conto os dias conto as horas
Eu quero desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Oh o meu amor, o teu tom de voz
Faz a minha felicidade à cada passo
Deixe-me de desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Na noite às vezes, parada na janela
Eu espero e naufrago
Num deserto, o meu deserto, aí está
Oh o meu amor, o meu coração é pesado
Eu conto as horas, eu conto os dias
Eu quero desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Oh o meu amor, passo a minha volta
Eu abandonei os arredores
Eu deixo-o, aí está é tudo
Na noite às vezes, parada na janela
Eu esperarei e naufrago
Lanço ao vento as minhas tristes cinzas, aí está
Oh o meu amor, a minha alma-gêmea
Eu conto os dias conto as horas
Eu quero desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Oh o meu amor, o teu tom de voz
Faz a minha felicidade à cada passo
Deixe-me de desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Na noite às vezes, parada na janela
Eu espero e naufrago
Num deserto, o meu deserto, aí está
Oh o meu amor, o meu coração é pesado
Eu conto as horas, eu conto os dias
Eu quero desenhá-lo num deserto
O deserto do meu coração
Oh o meu amor, passo a minha volta
Eu abandonei os arredores
Eu deixo-o, aí está é tudo
Na noite às vezes, parada na janela
Eu esperarei e naufrago
Lanço ao vento as minhas tristes cinzas, aí está
domingo, julho 29, 2007
preciso de ti
ora toca lá a reciclar material:
Talvez fosse da hora... assim de manhazinha, acabado de acordar. Ainda não tinha bem assentes as ideias, e depois é isto... acabamos a falar com o coração. Talvez de manhã sejamos mais sinceros. Talvez ainda não estejamos preparados para nos dissimularmos, para mentirmos. Estamos desprotegidos, expostos, nús.
Não interessa agora porque... Está dito, está dito. As palavras não vão ser retirados. Não dá para apagar o que disse.
Preciso de ti.
Não disseste nada.
Certamente sorriste (sorriste como só tu sabes) e não disseste nada.
Mas que terás pensado.
Terei sido patético e frágil? Não sei. Só sei que preciso de ti.
emalgumoutrolugar.blogspot.com julho o4, 2006
nota póstuma: há história e pré-história. há blogues e pré-blogues. e há pré-fins de mundo... até ao dia que este barco fantasma mude de nome e o seu roteiro também. há vida para além disto... há sempre vida, lá mais além.
Talvez fosse da hora... assim de manhazinha, acabado de acordar. Ainda não tinha bem assentes as ideias, e depois é isto... acabamos a falar com o coração. Talvez de manhã sejamos mais sinceros. Talvez ainda não estejamos preparados para nos dissimularmos, para mentirmos. Estamos desprotegidos, expostos, nús.
Não interessa agora porque... Está dito, está dito. As palavras não vão ser retirados. Não dá para apagar o que disse.
Preciso de ti.
Não disseste nada.
Certamente sorriste (sorriste como só tu sabes) e não disseste nada.
Mas que terás pensado.
Terei sido patético e frágil? Não sei. Só sei que preciso de ti.
emalgumoutrolugar.blogspot.com julho o4, 2006
nota póstuma: há história e pré-história. há blogues e pré-blogues. e há pré-fins de mundo... até ao dia que este barco fantasma mude de nome e o seu roteiro também. há vida para além disto... há sempre vida, lá mais além.
sábado, junho 23, 2007
não te quero senão porque te quero
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quer-te só porque a ti te quero,
Odeio.te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
sexta-feira, junho 22, 2007
bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mario Quintana
Mário Quintana
http://marioquintana.blogspot.com/
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mario Quintana
Mário Quintana
http://marioquintana.blogspot.com/
terça-feira, junho 19, 2007
há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

quinta-feira, abril 19, 2007
ama-me!
Ama-me!
Peço-te que me ames.
Porque?
Porque te amo.
Não é razão que chegue?
Que razão tão estúpida e que razão tão forte, mas como se a razão aqui fosse chamada.
O que me interessa é que te amo contra toda a razão.
E não me interessa o que possas dizer. Só me interessa o que dizes se disseres que me amas. E nem pergunto porque, porque eu não sei nem interessa, desde que me ames.
9807280249*0408072344
Peço-te que me ames.
Porque?
Porque te amo.
Não é razão que chegue?
Que razão tão estúpida e que razão tão forte, mas como se a razão aqui fosse chamada.
O que me interessa é que te amo contra toda a razão.
E não me interessa o que possas dizer. Só me interessa o que dizes se disseres que me amas. E nem pergunto porque, porque eu não sei nem interessa, desde que me ames.
9807280249*0408072344
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