What's This?
e porque falta um mês, e porque eu gosto bastante des estranho e fantástico mundo de Jack Skellington, ou na versão original, "The Nightmare befor X-mas", e porque pode haver gente que não saiba o que isto é, aqui fica "What's this?"
p.s.: esta é a versão dos Fall Out Boys. A versão do filme, menos rock, mais "musical", encontra-se aqui
sexta-feira, novembro 24, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
duendes caseiros
Ainda não os vi, mas eu sei que andam aí, cá por casa. Pequenas criaturas que quando nos apanham distraídos ou a dormir, se apressam a mudar-nos as coisas do lugar.
Estou convencido que estas espécies de duendes caseiros são os responsáveis pelo caos e a desordem, não só de minha casa, mas um pouco de todo o mundo em geral.
As coisas nunca estão no sítio certo no momento certo. E quando aparecem invariavelmente vêm ou muito cedo ou atrasadas. Podem ser as coisas certas, a melhor solução, mas o tempo… o tempo já não é o correcto.
E a culpa é destas espécies de duendes caseiros. Nunca os vi, nunca os ouvi, mas é sempre bom saber que existem, para arcarem com as culpas destas desordem organizada que não consigo nem explicar nem justificar.
Estou convencido que estas espécies de duendes caseiros são os responsáveis pelo caos e a desordem, não só de minha casa, mas um pouco de todo o mundo em geral.
As coisas nunca estão no sítio certo no momento certo. E quando aparecem invariavelmente vêm ou muito cedo ou atrasadas. Podem ser as coisas certas, a melhor solução, mas o tempo… o tempo já não é o correcto.
E a culpa é destas espécies de duendes caseiros. Nunca os vi, nunca os ouvi, mas é sempre bom saber que existem, para arcarem com as culpas destas desordem organizada que não consigo nem explicar nem justificar.
quarta-feira, novembro 08, 2006
gelosia

Cesare Ripa - Perugia, 2ª metade do sec XVI - Roma, 1622; autor de Iconologia(1603)
p.s.: um doce para quem traduzir... não é dificil, e têm sempre a ajuda da alegoria.
de re aedificatoria I

O edifício que constróis é o teu templo, o templo do Homem.
A escolha do terreno é sempre o primeiro passo na construção de um edifício. Escolha uma rocha firme e edificarás uma obra firme. Procura evitar os terrenos de humores instáveis, os quais só te trarão problemas.
Escolhe bem a pedra com que vais fazer alvenaria, mas escolhe ainda melhor a massa. Se escolheres uma massa falsa, por boa que seja a pedra, a parede há-de ruir.
Se a pedra for fraca, mas a massa boa, apesar de tudo a parede há-de resistir aos mais fortes ventos e manter-se-á de pé.
ícaro

"(...)Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder. A cera de suas asas começou rapidamente a derreter e logo caiu no mar. Quando Dédalo notou que seu filho não o acompanhava mais, gritou: "Ícaro, Ícaro, onde você está?". Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo numa ilha e chamou-a de Icaria em memória a seu filho. Chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo a Apolo, deixando suas asas como oferenda."
tirado de Wikipédia
tântalo

Tântalo, mitológico rei da Frígia ou da Lícia, casado com Dione. Teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélops. Certa vez, ousando testar a onisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélops num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao se aproximar da água esta escoava e ao se erguer para colher os frutos das árvores, os ramos se moviam pra longe de seu alcance sobre força do vento. A expressão Suplício de Tântalo se refere ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo mas não pode alcançar, a exemplo do ditado popular "Tão perto e, ainda assim, tão distante".
tirado de Wikipédia
quasi

Quase… que é quase? Gramaticalmente dizem que é um advérbio. Supostamente surge na nossa língua em 1460. Etimologicamente evolui do latino Quasi, e já se escreveu quassy, acaisse, caisi, caje, cazy, quasi, …
quase adv. 1. a pouca distância de; próximo; perto 2. com ligeira diferença para menos 3. pouco mais ou menos; quando muito; aproximadamente
Quase… para mim é um acto falhado, um quase tudo, mas pouco mais que nada. Tão perto e tão longe. Quase é Tântalo no Tártaro. Quase Ícaro perto do Hélio. Quase…
Quase… esperança ou desespero? Asas ou grilhões?
Faltou um bocadinho assim… falta-me um bocadinho assim.
domingo, novembro 05, 2006
existência
“A existência real, quando só há outros e não somos apenas um deles na relação com eles.”
Jorge de Sena, in “Sinais de Fogo”
Jorge de Sena, in “Sinais de Fogo”
a leveza de um peso
jogar com o diabo

Há indubitavelmente muitos diabos. Ainda mais por estas terras, e nas mais diversas formas. Para os mais incautos peregrinos destas terras, um conselho, um aviso, um lamento apenas:
Não nos devemos deitar a jogar às cartas com o diabo. Ele vai ganhar tudo… sempre… e nem precisa de fazer batota.
...o dobro ou nada.
lição de geometria

É impossivel conceber um Roteiro se não se souber de Geometria. Às vezes penso mesmo que não será possivel conceber e entender o mundo sem se perceber de Geometria, como tudo se resume ao básico e essencial.
Uma lição de geometria básica, começa pelo ponto
Ponto é a unidade, é a ínfima unidade tangível. Uma ideia abstracta e adimensional, só inteligível pelo referencial de um outro ponto.
Recta é uma sequência linear e casual, de pontos tangentes entre si, com início no Caos e fim na Eternidade.
Segmento de recta, é parte da recta, que começa num ponto e acaba noutro, estabelecendo entre eles uma relação bi-direcional, de sentido casual.
Plano é um objecto eterno e infinito, que compreende o ponto e a recta, e que já lá estava, antes ainda mesmo da consciência desse mesmo plano.
Triângulo é a superfície geométrica mínima. É a mínima representação de um plano. É o símbolo do três, a essência do Homem.
O Triangulo pode ser definido de varias maneiras. Pode ser obtido pela intersecção de dois segmentos de recta, desvendando um plano e criando um ponto, pode ser definido por três pontos solitário, ou ainda pode ser definido por um segmento de recta e um ponto que não lhe pertença.
O Triangulo é perfeito e equilibrado. Não é ausente de tensões, mas dentro do seu sistema todas a forças se anulam e equilibram. Mas precisamente por ser triângulo, que o triângulo não é eterno, e como o Homem é perecível. E deixa de ser Homem, deixa de ser triângulo, passa apenas a ser verbo.
segunda-feira, outubro 30, 2006
ovos com salsichas ou comida requentada

Cozinhar?!? Mas quem é que achou que eu sabia cozinhar? No máximo, desenrasco-me com os tachos e panelas ao ponto de conseguir enganar o meu estômago. Mas por outro lado também não se alegrem muito, porque neste campo não sou muito díficil de contentar. Fazer culinária e fazer comida não é bem a mesma coisa. Eu desenrasco-me e mal com a segunda, por isso, pode muito bem sair sempre uns ovos com salsichas ou então uma comida requentada.
Eu bem sei que é preciso fazer uma refeição para inaugurar a casa, mas se calhar a melhor opção é ir ao baú das formulas antigas e reaquecer um tacho.
Observem pois a seguinte receita. Já tá a ficar um clássico. Volta e meia torno a ela.
A partir de uma certa proximidade física a visão fica turva e desfocada e de nada nos serve. Resta-nos então apelar aos outros sentidos: à audição, ao olfacto, ao tacto e até mesmo ao paladar.
A partir de uma certa proximidade emocional todos os sentidos ficam turvos e desfocados, a voz falha e o coração dispara. Resta-nos seguir o murmurinho da alma.
Fui eu que me aproximei demasiado de ti ou deixei-te aproximar em demasia?
Porventura amo-te mais do que deveria e no entanto sinto que te amo menos do que queria.
Em nota final: preparem a receita em lume brando, caso contrário para os mais incautos que abusam do lume forte, cuidado com as queimaduras. Depois não digam que não avisei. A proximidade queima.
uma janela para a rua

E uma casa nova significa uma vista nova, uma perspectiva modificada do mundo. Ou se calhar até acaba por ser a mesma, ligeiramente diferente, ligeiramente desfocada, ligeiramente retocada.
Donde estou abro uma janela. Não interessa bem de que tipo, se de guilhotina ou de batente, se de sacada ou de peito, ou mesmo uma serliana ou até uma termal. Gostava que fosse uma janela de conversação, como aquelas que a gente vê nos mosteiros, antigas, com acentos para duas pessoas, com segredos guardados nas pedras dos umbrais, próprias de quem ouve e cala. Mas ia ser sempre uma conversação solitária.
Debruço-me então sobre a janela. De facto, a paisagem não é assim tão diferente. Podemos mudar de lugar, mas o mundo só gira sobre si mesmo, e ignora-nos, como se ignora a quem é realmente insignificante.
A paisagem é a mesma paisagem banal. Nem as cores são Technicolor e brilhantes, nem os cães ladram afinados em Dó maior, nem os gelados sabem mais a chocolate, nem a relva é mais suave, nem as flores cheiram melhor...
A porta de trás dá para um outro lugar, e a paisagem não é assim tão diferente. Talvez fosse pedir um pouco demais, que com uma simples janela tudo mudasse, tudo se resolvesse. Talvez uma nova vista despertasse algo novo, mas também nem tudo é tão bom, nem tudo é tão mau.
Até gosto deste novo quadro, desta nova janela. Vou aqui ficar enquanto a noite cai, à espera que surjam primeiras estrelas no tecto celeste.
Mas eu até gostava mesmo era que fosse uma janela de conversação, só era pena...
caixas de cartão

Mudança de casa... para uma casa ainda em obras. Nunca há tempo, mas há sempre obras. Ainda não acabamos de fechar umas gavetas e já estamos a abrir outras. E o resultado, não podia ser outro senão uma profunda desordem, mas à qual acabo por já me ir habituando. Vamos arrumando as coisas como podemos. Pegamos nas nossas tralhas, nas nossas histórias de vida, pegamos nas nossas marcas,nas nossas vitórias, nas nossas feridas, enfim, em tudo aquilo que nós faz aquilo que somos hoje. Pegamos num pouco de nós e primeiro embrulhamos em papel de jornal, como uma qualquer coisa frágil, e depois guardamos numa caixa de cartão.
Há quem de facto tenha muito jeito... para isto. Para se retalhar e guardar pedaços de si em caixas. Isto vai para aqui, aquilo vai para ali e isto, finalmente este fica mesmo naquela caixa de cartão daqueles velhos ténis que comprei no ano passado. Assim as coisas não se cruzam, não se pegam, não colidem umas com as outras.
Eu no entanto nunca tive esse dom. Tenho sempre tudo espalhado pelo chão de minha casa, a roupa, os papéis, os livros, num grande puzle, numa confusão anárquicamente organizada, da qual só eu tenho a chave para a desodificar... e às vezes nem sempre. De noite de haver alguém que à socapa e de mansinho para não me acordar, entre em minha casa e re-baralhe os objectos, de forma a que eu de manhã tenha sempre que conferir e ver se ainda entendo a (des)ordem geral do meu mundo.
Nos entretantos, de uma forma melhor ou pior, vou-me entendendo assim, vou gerindo este caos, talvez à espera não sei de que, não sei de quem, nem sequer quando. Talvez de encontrar uma chave qualquer de forma a que tudo faça sentido.
Talvez por isso me seja dificil arrumar tudo em caixas, fechar gavetas. Talvez porque eu tenha sempre a sensação de estar prestes a descobrir uma chave, uma equação, uma fórmula segundo a qual tudo faria sentido, mas essa ordem mágica, invariávelmente está sempre errada, ou pelo menos imcompleta.
Mas para mudarmos, para (re)começarmos tudo de novo(e ninguém começa tudo de novo), temos que desfazer este puzle incompleto, fechar as gavetas, arrumar tudo em caixas e etiquetá-las devidamente, talvez se calhar para nunca mais as abrirmos.
Acaba por ser uma maneira de seguir em frente, mas... arrumar a vida em caixas de cartão?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

